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PAISAGEM DA ÁGUA

Ficar dentro de casa tornou-se a possibilidade de olhar para dentro. A série de nanquins foi feita durante o período de confinamento por causa do Covid-19.  
Neste período de confinamento a pesquisa que venho fazendo em relação ao desenho/pintura de paisagem reforça a questão da construção da  memória visual. Se minhas paisagens resultavam de uma visualidade híbrida diante da imagens ditadas pelos logaritmos das mídias sociais com a minha realidade de paisagens de natureza urbana , agora tenho que lidar com uma limitação desta última.
Impossibilidade de sair, impossibilidade de controle, impossibilidade de previsão do futuro. Todos esses fatores me fizeram pensar na aguada. A água traz um fluxo próprio para a tinta, ela me obriga a lidar com o imprevisto, a encontrar uma paisagem que se revela a medida que a tinta escorre pelos blocos de água dispostos aleatoriamente. Sem o controle total da construção da imagem, sem uma nova imagem para visualizar, debruço-me sobre o que o acaso traz para criar as paisagens.  Há o desafio da relação eu/tinta/papel no curto tempo de secagem. Cada pincelada pede total consciência no momento e não há como voltar atrás. Os polípticos nasceram da limitação: ospapéis pequenos (os únicos que tinha antes da quarentena) se acumulam para formar o todo.

NAVE-MÃE

Diante do inevitável,  das limitações impostas pela pandemia, como pensar uma reinvenção. Os desenhos da série "Nave-mãe" expressam um desejo ressignificar a vida.

As visualidades híbridas que sempre me interessam acontecem aqui pela sobreposição de camadas: a gestualidade solta do pincel e nanquim e  o detalhe do desenho com bico de pena, para gerar as Fine Art Prints finais.

Estes trabalhos estão disponíveis como edições limitadas e assinadas.

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