O DESENHO 

Desenho porque preciso.  Desenhar me permite uma auto percepção que não alcanço de outras formas, um voltar a mim mesma. 

Existe o que está fora e pode ser desenhado, mas eu estou buscando desenhar o que está dentro. E cuidar do gesto faz parte disso.

Desde o começo do ano de 2020 parei de fazer desenhos de observação para fazer desenho de memória. Talvez em algum lugar de minha mente eu intuísse que precisaria ficar em casa.

Antes, eu estive olhando muito para fora desde que voltei a desenhar em meados de 2016. Fazer desenhos de observação é sobretudo olhar atentamente. As plantas nas calçadas e nas praças do bairro foram coisas que sempre gostei de olhar. Mas também andei olhando paisagens pelos filmes e documentários pela  Netflix porque não saí da cidade nos últimos tempos.  Vejo esse tipo de coisa porque tenho necessidade do verde, mas escolhi morar em São Paulo.... Então também sigo perfis no Instagram de imagens da natureza, do espaço, de plantas e animais...

Pode-se dizer que estou investigando em meus desenhos minha relação com a visualidade: em que medida se dá  a transversalidade virtual/real no ato da minha atenção?  O que sobra? O ato de desenhar é  também o ato de editar, de fazer escolhas e de reformular constantemente meu "arquivo" interno de imagens. 

O que está dentro é o que estou desenhando agora em 2020.

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